Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser; novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar arrependido pelas besteiras consumidas nem parvamente acreditar que por decreto de esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
É muito simples. Por vezes usa-se bacalhau ou pescada, eu prefiro só com queijo de cabra e ovos escalfados.
Ingredientes (para 3 a 6 pessoas, dependendo do apetite) - Um ou dois molhos de acelgas - 2 ou 3 queijos de cabra frescos - Os ovos que se queira (1 a 2 por pessoa) - batatas na quantidade desejada (servem fundamentalmente para apurar o caldo) - 1 cabeça de alhos (eventualmente poderá acrescentar-se uma cebola pequena e 2 dentes de alho picados) - 1 folha de louro - azeite q.b. - sal e pimenta q. b. - pão cortado em fatias (de preferência alentejano para não se desmiolar)
Preparação Num tacho ou numa panela larga introduz-se o azeite, o louro, os alhos e a cebola picados e os alhos da cabeça com casca, previamente lavados e separados um a um (há quem utilize 2 cabeças de alho inteiras) Mal começa a alourar, acrescentam-se logo as acelgas e vão-se revolvento com colheres de pau durante uns 5 minutos Junta-se então cerca de 1,5 l a 2 l de água, o sal, a pimenta e as batatas cortadas em quadradinhos ou fatias finas, para que cozam em simultâneo com as acelgas (nesta altura, quem desejar junta também bacalhau ou pescada) Quando está quase cozido (é muito rápido), acrescentam-se os ovos e logo a seguir 1 queijo partido em quartos. O restante queijo é servido fresco. Prova-se e serve-se em pratos fundos sobre uma cama de fatias de pão.
(já experimentei a utilizar queijo de ovelha curado, que tem de se cozer com as batatas: fica com um sabor árabe acentuado, porém o cheiro não é muito agradável) Esta receita também se aplica às açordas de espinafres ou de beldroegas
"Viveu em tempos um pintor que nunca conseguia acabar de pintar uma ave, fosse ela uma cegonha ou uma garça. Quando se preparava para dar a última pincelada, ela levantava voo.
E o pintor ficava muito tempo ainda a persegui-la com o pincel no céu azul…" Jorge de Sousa Braga
A minha alma e eu fomos tomar banho ao mar imenso. E quando chegámos à praia, começámos a procurar um sítio escondido e solitário. Enquanto caminhávamos pela praia, vimos um homem sentado numa grande rocha cinzenta que tirava de um sulco punhados de sal e os atirava ao mar. Quando o vi, disse a minha alma: É um pessimista. Vamos para outro sítio; aqui não podemos tomar banho porque ele não deve ver a nossa nudez. Continuámos o caminho até chegar a uma enseada; ali vimos sobre uma rocha um homem com uma caixa incrustada de jóias, da qual tirava punhados de açúcar para atirar ao mar. A minha alma disse: Ele é um optimista; ele também não deve ver os nossos corpos nus. Continuámos o caminho, e vimos um homem, noutro sítio da praia, apanhando peixes mortos e atirando-os ao mar com ternura. _Também não devemos banhar-nos diante deste homem, disse a minha alma, porque é um filantropo de grande coração. Continuámos o nosso caminho. Chegámos a um lugar onde encontrámos um homem a desenhar na areia o contorno da própria sombra. Vinham as grandes ondas e apagavam os traços, mas ele, sem desanimar, refazia, uma e outra vez, a sua sombra. A minha alma disse: Esse é místico, afastemo-nos dele. Continuámos a andar até que noutra enseada tranqüila vimos um homem a apanhar a espuma do mar e a guardá-la num vaso de alabastro. Disse a minha alma: É um idealista e não deve ver os nossos corpos. Continuámos a andar e ao longe ouvimos gritar uma voz: Este é o mar, este é o mar profundo. Este é o poderoso mar. E quando chegámos vimos um homem que, de costas para o mar, ouvia o murmúrio das ondas aplicando um búzio aos ouvidos. Disse a minha alma: Passemos de largo. Este é o realista, o que desembainha a espada contra tudo aquilo que não consegue abranger o seu olhar, contentando-se com um fragmento do todo. E seguimos adiante. Num matagal, entre as rochas vimos um homem com a cabeça enterrada na areia. Disse à minha alma: Aqui podemos tomar banho porque este homem não nos poderá ver. A minha alma respondeu: Não. Esse homem é o mais perigoso de todos. É um puritano. A seguir, aflorou ao rosto da minha alma uma grande tristeza, que encheu também a minha voz: Vamo-nos embora daqui, disse, porque não há nenhum lugar oculto e solitário onde possamos banhar-nos. Não quero que este vento acaricie a minha cabeleira de oiro, nem quero descobrir o meu seio diante destes lugares, nem que esta luz revele a minha sagrada nudez. Abandonámos então o mar à procura do Imenso Oceano. »
olha olha quem ele é?! entao visita-se e nem um piu? nem sequer um piu piu!!! agora para que sirva de exemplo, deixo-te um coment. (ja ta...era so isto) ehehe Espero que estejas bem e que nos vejamos em breve, beber umas, por a conversa em dia. beijocas